THE CAVE


22/11/2006


TRÊS GRANDES PRODUÇÕES ASSISTIDAS RECENTEMENTE:

 

 

Os Infiltrados (The Departed, de Martin Scorcese)



Primeiro ouve-se a voz de Jack Nicholson. Aos poucos, ela vai dividindo espaço na tela com a música inconfundível dos Rolling Stones. O que parecia irreal acontece. A brutalidade, a violência, a corrupção, de um jeito que só o velho mestre sabe fazer. Scorcese voltou. Obrigado, senhor. E ele voltou em grande estilo. O velho Scorcese (de Cassino, Os Bons Companheiros, Táxi Driver, Caminhos Perigosos) dos conflitos e apreensões resolveu dar as caras de novo e faz um dos melhores filmes do ano. Não bastasse isso, trata-se da refilmagem de uma saga oriental (portanto, não faltam mortes, sangue jorrando, sadomasoquismo, tudo bem ao gosto do diretor). Será que dessa vez o Oscar se rende ao seu talento? Tomara que sim. O fato é que os infiltrados vêm aparecer num momento em que estamos tão carentes de uma polícia verdadeira, ética, que faça justiça que prenda. O resto só mesmo comprando o ingresso e entrando para assistir. Filmes como esse não se explicam muito. Você precisa ver com seus próprios olhos.

 

 

 

O Grande Truque (The Prestige, de Christopher Nolan)



Quando pequeno era fã de mágica. Lembro do programa Fantástico, na Rede Globo, passando as mágicas do David Copperfield e, mais recentemente, do Mister M, o inimigo número 1 dos mágicos. Pois bem, fãs de magia: O Grande Truque é um preto cheio para os adoradores do ilusionismo. Segue de forma alucinante o embate entre dois mágicos numa época em que se fazia de tudo ara conseguir uns míseros trocados. A arte de enganar ao público valia bons tostões para quem se aplicasse. E, nesse caso, Christian Bale e Hugh Jackman fizeram muito bem o dever de casa. No caso de Bale, um destaque maior. A cada dia me surpreendo mais e mais com esse rapaz que, ainda menino, recebeu sua primeira chance na tela grande de Spielberg na produção O Império do Sol. Em cada papel ele se entrega cada vez com mais intensidade. E, claro, não posso deixar de falar da qualidade das produções de Nolan (um dos melhores cineastas da atualidade) e do capricho cênico e tecnológico. Não é à toa que essa produção desbancou A Conquista da Honra, do titio Clint Eastwood, nas maiores bilheterias hollywoodianas. Vale e muito o preço do ingresso. Com louvor.

 

 

 

Cem escovadas antes de dormir (Melissa P, de Luca Guadagnino)



O período da puberdade é um momento sempre delicado para todos s adolescentes. Principalmente quando o jovem em questão é filho de pais divorciados. É exatamente isso o que acontece com Melissa P. ela têm de tomar suas decisões sozinha. As experimentações que realizam durante a projeção do filme são perigosas, envolve riscos para sua fama no colégio, sua saúde e, inclusive, para seu convívio dentro de casa. O único amigo com quem pode contar é seu diário.  Até o dia em que ele cai nas mãos de quem não devia. De princípio, pensei se tratar de um filme tolo. Ganhei o ingresso para ver o filme num concurso e fui assisti-lo sem compromisso. Porém, mais uma vez o cinema italiano não me desapontou.  O filme é sublime naquilo que se propõe, ou seja, fazer um delicado retrato da geração perdida adolescente e da relação pais e filhos. Destaque para a menina que faz o papel de Melissa. Um talento a ser lapidado futuramente.

 

 





 

 

 

Escrito por Dragnet às 10h00
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